Pesquisa da Fecomércio mostra que cerca de 62% dos paraibanos pretendem presentear no Natal

Presentear no Natal é uma tradição. E nesse ano, 61,89% dos paraibanos pretendem manter o costume presenteando alguém, de acordo com a Pesquisa de Intenção de Compras para as Festas Natalinas do Instituto Fecomércio de Pesquisas Econômicas e Sociais da Paraíba. Para o comércio, o Natal é a melhor data em termos de volume de vendas.

Entre os que apresentaram a intenção de compra, os homens (67,65%) pretendem comprar mais que as mulheres (56,40%) e, por faixa de renda, aqueles que recebem entre sete e dez salários mínimos e os que ganham acima de dez salários, com taxa de 88,24% e 81,25%, respectivamente.

Entre os presentes citados, por mais um ano, vestuário lidera a intenção de compras, com 66,56% da preferência, seguido pelos calçados (19,87%), brinquedos (15,56%), perfumes (11,26%) e eletrodomésticos / eletroeletrônicos (10,26%). Neste último item, os destaques foram: smartphones/ celulares (34,38%) e máquina de lavar roupas (12,50%). Neste quesito, o entrevistado poderia citar mais de um tipo de presente, o que torna o somatório das respostas superior a cem por cento. A pesquisa ainda procurou saber o que os entrevistados gostariam de receber como presente de Natal. Os artigos de vestuário também foram os mais citados (27,46%), em seguida aparecem os eletrodomésticos/ eletroeletrônicos (17,83%), com destaque para smartphones/ celulares (44,83%) e televisor (22,99%). Computador/ notebook, geladeira e vídeo game aparecem com 6,90%, cada.

Neste Natal, a maior parte dos entrevistados (40,07%) irá presentear os filhos, em seguida vêm os cônjuges ou namorados(as) (38,08%), as mães (37,75%), os pais (21,85%) e 21,19% farão compras pessoais. Na análise por gênero, as mulheres desejam presentear mais as mães (46,81%) e os filhos (40,43%). Enquanto que, entre os homens, a maior parte (45,34%) pretende presentear as namoradas/cônjuges.

A estimativa do gasto médio com presentes para este ano deve ficar em torno de R$284,30, resultado bem próximo ao citado no ano passado (R$ 283,83). A maior parte dos consumidores (33,44%) pretende comprar, neste Natal, presentes com valores entre R$101,00 e R$250,00. Em seguida, estão os presentes de até R$100,00, citados por 18,87% dos entrevistados. E os que pretendem gastar acima de R$800,00 aparecem com 2,32% dos respondentes. Uma parcela de 7,62% não estimaram os gastos por não terem decidido quais produtos pretendem adquirir. 

Para as compras, a metade dos consumidores pretende comprar à vista (50,67%) e, entre estes, a maior parte (85,62%) vai utilizar o dinheiro em espécie, porém, esta opção está diretamente relacionada aos descontos oferecidos pelos lojistas. Já os que optaram pelas compras a prazo (48,34%), a maioria vai utilizar o cartão de crédito (97,26%). Um grupo de 0,99% de respondentes não responderam a questão.

Mais uma vez, os shoppings centers serão os locais preferidos para a escolha dos presentes, com 55,96% das intenções de compra. As lojas do Centro da cidade serão escolhidas por 42,72% dos entrevistados e as compras realizadas pela internet foram citadas por 9,60% dos consumidores. Em alguns casos, os consumidores informaram mais de uma resposta, por este motivo, a soma dos resultados ultrapassa os 100%.

Vale ressaltar, ainda, que 83,78% dos entrevistados realizarão as compras no mês de dezembro. Entre esses, um percentual de 36,09% pretendem adquirir os produtos na semana do Natal, o motivo é a esperança que os empresários aumentem as ofertas e eles possam comprar os presentes com preços mais acessíveis. Um grupo de 15,89% de entrevistados informou que suas compras aconteceriam no mês de novembro, ou antes, pois, segundo estes, nesses meses as lojas estão mais vazias, o que facilita a escolha dos produtos. E um percentual de 0,33% de respondentes vão aguardar as liquidações que normalmente acontecem em janeiro para realizarem as compras.

A pesquisa também oferece uma informação importante sobre o destino que os consumidores pretendem dar ao décimo terceiro salário neste ano. A maioria das respostas (36,59%) foi direcionada para o pagamento de dívidas e, em seguida, vêm gastos com compras (35,19%). Com relação à faixa de renda, a maior parte dos consumidores (44,10%) que recebem até dois salários mínimos pretendem usar o 13º para pagar dívidas.

O estudo ainda investigou o hábito de consumo atual dos entrevistados no momento de realizarem uma compra. A maior parte dos respondentes (75,61%) afirmou que antes de efetivar uma compra estão pesquisando mais os preços dos produtos. Em seguida, aparecem os entrevistados que passaram a comprar menos (41,39%). Como os consumidores podiam informar mais de uma resposta, o somatório ultrapassa os 100%.

Perfil do consumidor
Dos 488 consumidores entrevistados, 51,23% são do sexo feminino. Em relação ao estado civil, os casados ou em união estável aparecem com o maior número de entrevistados (47,34%), seguidos pelos os solteiros (45,29%), os divorciados (5,94%) e viúvos (1,43%). Respondentes com idade entre 21 e 26 anos correspondem à faixa etária mais expressiva, com um percentual de 22,75%, seguidos pela faixa acima dos 51 anos (16,19%). Em relação à renda, o maior número de entrevistados (32,38%) possuía rendimento entre R$938,00 e R$1.874,00, seguidos pelos respondentes cujo rendimento se situa entre R$1.875,00 e R$3.748,00, representando 21,72%. Já os respondentes que recebem salário entre R$6.560,00 e R$9.370,00 e os que ganham acima de R$9.370,00 constitui-se no menor número de entrevistados, com taxas de 3,48% e 3,28%, respectivamente. É importante citar um percentual de 11,68% de respondentes que afirmaram não possuir renda (pessoas que não têm ocupação remunerada ou estão fora do mercado de trabalho, desempregados, dependentes financeiros do cônjuge ou são estudantes).

Com relação à escolaridade dos consumidores, a maior parte (37,70%) possui o ensino médio completo, seguidos pelos respondentes que concluíram o nível superior (28,07%). Entrevistados com nível superior incompleto aparecem em seguida, com um percentual de 19,47%. Quanto à ocupação dos respondentes, a maior parte (36,07%) eram funcionários de empresas privada, em seguida aparecem os autônomos/ profissionais liberais, com um percentual de 18,65% do total de entrevistados. Os funcionários públicos representaram 13,93% do universo entrevistado e, logo depois, aparecem os estudantes (9,22%) e os aposentados e pensionistas (7,79%). É importante destacar que 7,99% afirmaram estar desempregados.

A sondagem também procurou conhecer alguns fatores que poderiam influenciar no planejamento da realização ou não das compras no período natalino. O entrevistado avaliou sua situação financeira comparando este Natal com o do ano passado. A maior parte dos respondentes (43,65%) afirmou que sua situação financeira foi semelhante à do ano anterior, em seguida aparecem os que afirmaram estar com situação financeira pior (33,81%), destes, 21,21% estão desempregados. Apesar desse resultado, a pesquisa mostrou que houve uma redução de 3,22 p.p. entre os que afirmaram estar em situação financeira pior este ano. Em sentido oposto, 22,34% do total de entrevistados se consideraram com situação financeira melhor, resultado 0,79 p.p. superior ao registrado em 2016.

Metodologia
Os dados da pesquisa foram coletados com 488 consumidores na Região Metropolitana de João Pessoa, durante o período de 14 a 21 de outubro. A metodologia utilizada para escolha total da amostra apresenta um índice de confiança de 95% e um erro amostral de 4,43%.