Varejo pode crescer 6,5% em 2011

 

O crescimento de 0,6% no volume de vendas do comércio em maio, constatado na Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), do IBGE, mostra que, nos últimos meses, o setor tem sido impactado pela conjuntura favorável do mercado de trabalho, com expansão da massa real de rendimentos (+6,6% sobre maio de 2010). O aumento de 17% na concessão de crédito ao consumidor, por sua vez, evidencia a maior demanda por empréstimos e financiamentos.

A análise é da Divisão Econômica da CNC, que projeta uma expansão nas vendas de 6,5% para o final do ano, puxado, principalmente, por móveis e eletrodomésticos (14,6%) e artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (9,8%). Em junho a expectativa é de que o volume de vendas do varejo suba 0,2%.

“Embora as taxas de juros encontram-se 5,0 pontos percentuais acima do patamar verificado em maio de 2010, o prazo médio de quitação dos recursos, atualmente em 570 dias, é recorde, e 10% maior no mesmo período”, explica o economista da Confederação, Fábio Bentes. Ele destaca que, regionalmente, Tocantins (31%), Paraíba (19,9%) e Acre (15%) são os estados que apresentam os maiores avanços das vendas em 2011.

Paraíba é destaque nas vendas deste ano

PMC

Em maio, o volume de vendas no comércio varejista brasileiro cresceu 0,6% em comparação a abril, já descontados os efeitos sazonais, segundo a Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), do IBGE. A alta no mês foi puxada pelos ramos de equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação (11,6%) e de tecidos, vestuário e calçados (2,5%). Na comparação com o mesmo mês do ano passado, alta de 6,2%, sendo os ramos de móveis e eletrodomésticos (20,4%) e equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação (14,7%) aqueles que registraram os maiores avanços no período. No acumulado de 2011, o varejo registra crescimento de 7,4%.

 

Fonte: CNC com Ascom da Fecomércio Paraíba