Brasil cria 260 mil vagas formais de trabalho em janeiro, acima do esperado

Após a criação líquida de 112.340 vagas em 2020 (dado revisado nesta semana), o mercado de trabalho formal brasileiro iniciou 2021 com saldo positivo recorde de 260.353 carteiras assinadas em janeiro, de acordo com os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgados pelo Ministério da Economia.

O resultado de janeiro decorreu de 1,527 milhão de admissões e 1,266 milhão de demissões. Esse foi o melhor resultado para o mês em 30 anos, já que a série histórica do Caged se inicia em 1992. O número foi impulsionado principalmente por contratações da indústria e do setor de serviços.

O resultado veio bem acima das expectativas de analistas consultados pela Reuters, que previam a abertura de 122.000 postos de trabalho com carteira assinada no mês passado. Também superou a criação líquida de vagas registrada em janeiro de 2020, de 117.793, quando a economia do país ainda não havia sido impactada pela pandemia de covid-19.

No primeiro mês do ano houve abertura de vagas em todos os setores da economia, com destaque para indústria (+90.431) e serviços (+83.686), seguido da construção (+43.498) e agropecuária (+32.986). O setor de comércio, que sofre o impacto mais direto das medidas de isolamento social adotadas para o enfrentamento da pandemia, criou 9.848 postos.

Enquanto o desemprego no setor informal tem batido recordes, o trabalho formal foi protegido durante a crise por programa do governo que ofereceu complementação de renda a trabalhadores que tivessem seus contratos de trabalhos temporariamente suspensos ou sofressem redução de jornada e salários. O programa, denominado BEM, foi encerrado em dezembro, mas o governo já anunciou que ele será reeditado, em novas bases.

Em dezembro, o país fechou 93.726 vagas, segundo dado com ajustes de 67.900 informado originalmente. O fechamento de postos, que obedece a tendência sazonal, se deu após cinco meses consecutivos de abertura de vagas.

 

Fonte: EXAME.com