{"id":962,"date":"2024-02-27T12:49:21","date_gmt":"2024-02-27T15:49:21","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost\/fecomercio\/?p=962"},"modified":"2025-01-21T10:32:16","modified_gmt":"2025-01-21T13:32:16","slug":"confianca-dos-varejistas-aumenta-pelo-segundo-mes-consecutivo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.fecomercio-pb.com.br\/?p=962","title":{"rendered":"Confian\u00e7a dos varejistas aumenta pelo segundo m\u00eas consecutivo"},"content":{"rendered":"<p>O \u00cdndice de Confian\u00e7a do Empres\u00e1rio do Com\u00e9rcio (Icec), apurado mensalmente pela Confedera\u00e7\u00e3o Nacional do Com\u00e9rcio de Bens, Servi\u00e7os e Turismo (CNC), registrou o segundo aumento consecutivo em fevereiro, subindo 2,4%e, com isso, atingindo 109,7 pontos. descontados os efeitos sazonais. Apesar da melhora, o indicador ainda est\u00e1 4,9% abaixo do que registrava no mesmo per\u00edodo do ano anterior.<\/p>\n<p>A confian\u00e7a dos varejistas em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s condi\u00e7\u00f5es atuais da economia teve o maior crescimento mensal, de 8,5%. No comparativo anual, no entanto, foi o que mais caiu, com redu\u00e7\u00e3o de 18,8%. A an\u00e1lise das condi\u00e7\u00f5es atuais do setor teve o segundo maior avan\u00e7o: 5,6% de aumento no m\u00eas e no ano; entretanto, uma queda de 17,2%. As duas vari\u00e1veis foram respons\u00e1veis pelo fato de o indicador das condi\u00e7\u00f5es atuais \u2013 que avalia a economia, o setor e a empresa \u2013 ter tido o maior crescimento mensal, de 5,7%, apesar de ser o \u00fanico ainda abaixo da zona de satisfa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Para o presidente da CNC, Jos\u00e9 Roberto Tadros, isso revela que os varejistas ainda n\u00e3o est\u00e3o satisfeitos com o momento atual da economia e do com\u00e9rcio, apenas menos pessimistas. \u201cA confian\u00e7a do setor est\u00e1 crescendo, mas ainda h\u00e1 desafios a serem superados, como o alto custo do cr\u00e9dito e a inadimpl\u00eancia. A prioriza\u00e7\u00e3o do consumo em bens essenciais tamb\u00e9m \u00e9 um fator a ser observado\u201d, aponta Tadros.<\/p>\n<p><strong>Expectativas para o futuro s\u00e3o positivas<\/strong><\/p>\n<p>O indicador que mede as expectativas dos comerciantes teve incremento de 1,8% no m\u00eas, al\u00e9m de apresentar a primeira taxa anual positiva (+1,9%) desde novembro de 2022. Todos os subitens (expectativa em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 economia, ao setor e \u00e0 empresa) est\u00e3o acima do n\u00edvel de satisfa\u00e7\u00e3o e s\u00e3o os \u00fanicos em condi\u00e7\u00f5es superiores \u00e0s de fevereiro de 2023. A expectativa que mais subiu \u00e9 a referente \u00e0 economia: o aumento mensal foi de 2,6%, e, no ano, o crescimento foi de 4,4%.<\/p>\n<p>Mas o economista-chefe da CNC, Felipe Tavares, alerta que, apesar do otimismo com o futuro, os varejistas ainda enfrentam desafios. A taxa de juros para empresas, embora tenha diminu\u00eddo em rela\u00e7\u00e3o ao ano passado, ainda est\u00e1 alta (18,4%). Al\u00e9m disso, a inadimpl\u00eancia das empresas aumentou de 2% para 3,5% entre dezembro de 2022 e 2023, dificultando o acesso ao cr\u00e9dito.<\/p>\n<p>A pesquisa de Inten\u00e7\u00e3o de Consumo das Fam\u00edlias (ICF), tamb\u00e9m realizada pela CNC, revelou maior preocupa\u00e7\u00e3o das fam\u00edlias em organizar seu or\u00e7amento, colocando o consumo em segundo plano. \u201cA perspectiva para consumir permaneceu em decl\u00ednio em fevereiro, mas o percentual de consumidores que pretendem reduzir as compras tamb\u00e9m vem caindo, o que impacta positivamente a expectativa dos comerciantes em rela\u00e7\u00e3o aos pr\u00f3ximos meses\u201d, afirma Felipe Tavares.<\/p>\n<p><strong>Investimento em capital humano \u00e9 o \u00fanico em n\u00edvel satisfat\u00f3rio<\/strong><\/p>\n<p>O indicador que mede as inten\u00e7\u00f5es de investimento teve o menor crescimento, de apenas 0,8%, com todos os componentes abaixo do resultado de fevereiro de 2023. O investimento em capital humano foi o \u00fanico em n\u00edvel satisfat\u00f3rio, mas a propor\u00e7\u00e3o dos comerciantes que pretendem reduzir suas contrata\u00e7\u00f5es nos pr\u00f3ximos meses segue aumentando, atingindo 40,3% em fevereiro de 2024, o maior n\u00edvel desde maio de 2021.<\/p>\n<p><strong>Segmenta\u00e7\u00e3o por atividade<\/strong><\/p>\n<p>A confian\u00e7a do empres\u00e1rio do com\u00e9rcio melhorou em fevereiro nos tr\u00eas grupos de lojas do varejo pesquisados: supermercados, farm\u00e1cias e lojas de cosm\u00e9ticos; roupas, cal\u00e7ados, tecidos e acess\u00f3rios; e eletrodom\u00e9sticos, eletr\u00f4nicos, m\u00f3veis e decora\u00e7\u00e3o, material de constru\u00e7\u00e3o e ve\u00edculos. Os varejistas de produtos de primeira necessidade s\u00e3o os mais otimistas, com aumento de 4,2% no \u00edndice. Depois, v\u00eam os vendedores de produtos dur\u00e1veis, cujo crescimento do indicador foi de 2,3%, seguidos pelos comerciantes de vestu\u00e1rio, tecidos e cal\u00e7ados, com alta mais t\u00edmida, de 0,9%.<\/p>\n<p>Supermercados, farm\u00e1cias e lojas de cosm\u00e9ticos s\u00e3o as atividades que tiveram a maior alta no que diz respeito \u00e0 avalia\u00e7\u00e3o das condi\u00e7\u00f5es atuais (aumento de 11% no m\u00eas). Por\u00e9m, esse mesmo segmento foi o que teve a maior queda no ano, de 23,1%.<\/p>\n<p>Fonte: CNC.org<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O \u00cdndice de Confian\u00e7a do Empres\u00e1rio do Com\u00e9rcio (Icec), apurado mensalmente pela Confedera\u00e7\u00e3o Nacional do Com\u00e9rcio de Bens, Servi\u00e7os e Turismo (CNC), registrou o segundo aumento consecutivo em fevereiro, subindo 2,4%e, com isso, atingindo 109,7 pontos. descontados os efeitos sazonais. Apesar da melhora, o indicador ainda est\u00e1 4,9% abaixo do que registrava no mesmo per\u00edodo do ano anterior. A confian\u00e7a dos varejistas em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s condi\u00e7\u00f5es atuais da economia teve o maior crescimento mensal, de 8,5%. No comparativo anual, no entanto, foi o que mais caiu, com redu\u00e7\u00e3o de 18,8%. A an\u00e1lise das condi\u00e7\u00f5es atuais do setor teve o segundo maior avan\u00e7o: 5,6% de aumento no m\u00eas e no ano; entretanto, uma queda de 17,2%. As duas vari\u00e1veis foram respons\u00e1veis pelo fato de o indicador das condi\u00e7\u00f5es atuais \u2013 que avalia a economia, o setor e a empresa \u2013 ter tido o maior crescimento mensal, de 5,7%, apesar de ser o \u00fanico ainda abaixo da zona de satisfa\u00e7\u00e3o. Para o presidente da CNC, Jos\u00e9 Roberto Tadros, isso revela que os varejistas ainda n\u00e3o est\u00e3o satisfeitos com o momento atual da economia e do com\u00e9rcio, apenas menos pessimistas. \u201cA confian\u00e7a do setor est\u00e1 crescendo, mas ainda h\u00e1 desafios a serem superados, como o alto custo do cr\u00e9dito e a inadimpl\u00eancia. A prioriza\u00e7\u00e3o do consumo em bens essenciais tamb\u00e9m \u00e9 um fator a ser observado\u201d, aponta Tadros. Expectativas para o futuro s\u00e3o positivas O indicador que mede as expectativas dos comerciantes teve incremento de 1,8% no m\u00eas, al\u00e9m de apresentar a primeira taxa anual positiva (+1,9%) desde novembro de 2022. Todos os subitens (expectativa em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 economia, ao setor e \u00e0 empresa) est\u00e3o acima do n\u00edvel de satisfa\u00e7\u00e3o e s\u00e3o os \u00fanicos em condi\u00e7\u00f5es superiores \u00e0s de fevereiro de 2023. A expectativa que mais subiu \u00e9 a referente \u00e0 economia: o aumento mensal foi de 2,6%, e, no ano, o crescimento foi de 4,4%. Mas o economista-chefe da CNC, Felipe Tavares, alerta que, apesar do otimismo com o futuro, os varejistas ainda enfrentam desafios. A taxa de juros para empresas, embora tenha diminu\u00eddo em rela\u00e7\u00e3o ao ano passado, ainda est\u00e1 alta (18,4%). Al\u00e9m disso, a inadimpl\u00eancia das empresas aumentou de 2% para 3,5% entre dezembro de 2022 e 2023, dificultando o acesso ao cr\u00e9dito. A pesquisa de Inten\u00e7\u00e3o de Consumo das Fam\u00edlias (ICF), tamb\u00e9m realizada pela CNC, revelou maior preocupa\u00e7\u00e3o das fam\u00edlias em organizar seu or\u00e7amento, colocando o consumo em segundo plano. \u201cA perspectiva para consumir permaneceu em decl\u00ednio em fevereiro, mas o percentual de consumidores que pretendem reduzir as compras tamb\u00e9m vem caindo, o que impacta positivamente a expectativa dos comerciantes em rela\u00e7\u00e3o aos pr\u00f3ximos meses\u201d, afirma Felipe Tavares. Investimento em capital humano \u00e9 o \u00fanico em n\u00edvel satisfat\u00f3rio O indicador que mede as inten\u00e7\u00f5es de investimento teve o menor crescimento, de apenas 0,8%, com todos os componentes abaixo do resultado de fevereiro de 2023. O investimento em capital humano foi o \u00fanico em n\u00edvel satisfat\u00f3rio, mas a propor\u00e7\u00e3o dos comerciantes que pretendem reduzir suas contrata\u00e7\u00f5es nos pr\u00f3ximos meses segue aumentando, atingindo 40,3% em fevereiro de 2024, o maior n\u00edvel desde maio de 2021. Segmenta\u00e7\u00e3o por atividade A confian\u00e7a do empres\u00e1rio do com\u00e9rcio melhorou em fevereiro nos tr\u00eas grupos de lojas do varejo pesquisados: supermercados, farm\u00e1cias e lojas de cosm\u00e9ticos; roupas, cal\u00e7ados, tecidos e acess\u00f3rios; e eletrodom\u00e9sticos, eletr\u00f4nicos, m\u00f3veis e decora\u00e7\u00e3o, material de constru\u00e7\u00e3o e ve\u00edculos. Os varejistas de produtos de primeira necessidade s\u00e3o os mais otimistas, com aumento de 4,2% no \u00edndice. Depois, v\u00eam os vendedores de produtos dur\u00e1veis, cujo crescimento do indicador foi de 2,3%, seguidos pelos comerciantes de vestu\u00e1rio, tecidos e cal\u00e7ados, com alta mais t\u00edmida, de 0,9%. Supermercados, farm\u00e1cias e lojas de cosm\u00e9ticos s\u00e3o as atividades que tiveram a maior alta no que diz respeito \u00e0 avalia\u00e7\u00e3o das condi\u00e7\u00f5es atuais (aumento de 11% no m\u00eas). Por\u00e9m, esse mesmo segmento foi o que teve a maior queda no ano, de 23,1%. Fonte: CNC.org<\/p>\n","protected":false},"author":7,"featured_media":963,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[27,28],"tags":[],"class_list":["post-962","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-economia","category-pesquisas"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.fecomercio-pb.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/962","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.fecomercio-pb.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.fecomercio-pb.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.fecomercio-pb.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/7"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.fecomercio-pb.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=962"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/www.fecomercio-pb.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/962\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":967,"href":"https:\/\/www.fecomercio-pb.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/962\/revisions\/967"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.fecomercio-pb.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/963"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.fecomercio-pb.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=962"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.fecomercio-pb.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=962"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.fecomercio-pb.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=962"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}